Vacina da Febre Amarela

Vacina da Febre Amarela – A febre amarela é uma enfermidade cuja transmissão é feita pela picada de mosquitos transmissores em pessoas não vacinadas. Normalmente, essa doença se prolifera muito em regiões de mata. Atualmente, essa doença é considerada rara no Brasil, pois sua vacina pode ser encontrada em qualquer posto de saúde. Além disso, uma única dose desse imunizante protege o vacinado por toda a vida.

É bom deixar claro que, a febre amarela não é transmitida por qualquer mosquito, mas por uma espécie em particular. Ademais, os terrenos que mais lidam com essa doença ficam na África e na América do Sul. Inclusive, a OMS recomenda que todas as pessoas tomem essa vacina antes de viajar para locais com maior índice de contaminação.

Leia este texto e veja informações relevantes sobre a vacina da febre amarela.

Qual é a idade para tomar a vacina da febre amarela?

Normalmente, crianças com menos de 180 dias de vida não devem receber essa vacina. Entre os seis e os nove meses, a vacinação depende muito de uma indicação do médico. Entre nove e 24 meses de vida, as crianças já estão prontas para receber a dose padrão e as crianças acima dos dois anos devem receber a dose fracionada da vacina.

Quem tomou vacina da febre amarela precisa tomar de novo?

Como foi dito anteriormente, é importante deixar claro que a vacina da febre amarela pode ser encontrada gratuitamente em qualquer posto de saúde. Desde 2017, o Ministério da Saúde segue a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda uma única dose de vacina ao longo da vida.

Contudo, alguns estudos mostraram a importância de administrar, ao menos, uma dose de reforço 10 anos após a primeira dose contra essa doença.

Em agosto de 2019, alguns pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz produziram um artigo no periódico Emerging Infectious Diseases. Nesse artigo, é recomendada a dose de reforço contra a febre amarela em locais onde o risco de transmissão é alto, o que inclui o Brasil.

Quanto tempo dura a vacina?

Em 2014, a Organização Mundial da Saúde afirmou que a vacina contra essa doença é válida para toda a vida. Contudo, alguns estudos mostraram a importância de administrar, ao menos, uma dose de reforço 10 anos após a primeira dose contra a febre amarela.

Em agosto de 2019, alguns pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz produziram um artigo no periódico Emerging Infectious Diseases. Nesse artigo, é recomendada a dose de reforço contra a febre amarela em locais onde o risco de transmissão é alto, o que inclui o Brasil.

Como tomar vacina de febre amarela?

Para tomar a vacina da febre amarela, é preciso seguir as instruções abaixo:

  • Crianças entre 6 e 8 meses de vida: nessa fase, é preciso tomar uma dose em caso de epidemia ou de viagens para locais de alto risco de contaminação. Depois disso, elas podem receber uma dose de reforço aos quatro anos de idade;
  • Crianças a partir dos nove meses: nessa fase, é preciso tomar uma dose única de vacina. Depois disso, elas podem receber uma dose de reforço aos quatro anos de idade;
  • Crianças a partir dos dois anos de idade: nessa fase, se a criança for moradora de região endêmica, é necessário tomar uma única dose de reforço da vacina;
  • Crianças com mais de cinco anos de idade que nunca tomaram a vacina: nessa idade, é preciso tomar a primeira dose da vacina e tomar uma dose de reforço 10 anos após a primeira dose;
  • Pessoas com mais de 60 anos: cada caso deve ser avaliado pelo médico;
  • Pessoas que pretendem viajar para locais endêmicos: se a pessoa nunca tiver tomado a primeira dose dessa vacina, ela deve tomar a vacina com, pelo menos, 10 dias antes da data da viagem. Para quem já tomou a vacina antes, não é preciso tomar outra dose.

O que é febre amarela?

Gerada pelo vírus Flavivirus, da família Flaviviridade, a febre amarela é uma doença com grande potencial de contágio e infecção. Basicamente, essa doença possui duas variações: febre amarela urbana (FAU) e febre amarela silvestre (FAS). As únicas diferenças entre elas são a localização geográfica, a espécie vetorial e o tipo de hospedeiro.

Infelizmente, a febre amarela ainda se mantém endêmica e enzoótica em várias regiões tropicais da África e das Américas. Esporadicamente, ainda é possível encontrar focos de surtos e epidemias cuja magnitude é variável.

Nos dias de hoje, ainda existem dois ciclos de transmissão do vírus da febre amarela: o vírus urbano, do tipo homem-mosquito-homem, onde o maior vetor é o Aedes aegypti; e o vírus silvestre, bem mais complexo, onde várias espécies de mosquitos (Haemagogus spp. e Sabethes spp.) agem como transmissores e os principais hospedeiros são primatas não humanos (PNH).

Em seres humanos, a febre amarela tende a evoluir muito rápido. Inclusive, aproximadamente 10% dos casos evoluem para quadros graves como dor abdominal intensa, icterícia (amarelão da pele), sangramentos ligados ao sistema digestivo (vômitos e fezes com sangue), falência renal, entre outras coisas.

Devido a todos os sintomas ligados a febre amarela, é muito importante identificar a doença o mais rápido possível, pois dificulta menos os cuidados médicos.

A vacina da febre amarela pode ser encontrada nas unidades de saúde de todo o Brasil. Cidadãos entre 9 meses de idade e 59 anos que nunca tomaram uma dose precisam se vacinar o mais rápido possível.

Sintomas da febre amarela

Os casos mais leves dessa vacina geram dor de cabeça, vômitos e febre. Por sua vez, os casos mais graves causam problemas renais, hepáticos e até mesmo doenças cardíacas. Como a febre amarela não possui um tratamento específico, os médicos tentam controlar os sintomas e limitar as complicações.

Mosquito transmissor

Em locais urbanos, o mosquito que transmite a febre amarela é o Aedes aegypti, o mesmo transmissor do vírus Zika, da febre Chicungunha e da dengue. Atualmente, essa doença é vista como erradicada nos locais urbanos do Brasil. Contudo, ainda existem casos nas áreas rurais de nosso país.

No começo de 2017, houve um novo surto de febre amarela no leste mineiro e isso gerou diversas mortes. O melhor modo de combater essa doença é controlar a proliferação do Aedes aegypti e fortalecer ainda mais a vacinação nas regiões endêmicas.

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